Monday, September 05, 2005

Um cavalo marinho
veludo de bronze
boca de sal vermelho
me agarrou pelo braço
puxou pelos meus cabelos.

E,
para meu espanto,
retirou os meus freios
desatou os seus arreios
me abrindo a dança do seu corpo,
me arrastando por águas escuras assustadas
no meio de musgos de surpresa.



E,
com seus olhos de fortaleza,
trançou algas ameaçadoras
nos dedos dos meus pés,
me deixando sem saber
se a presença macia
de sua crina
ao longo da minha pele
era ou não fugidia.




Este cavalo não está mais / está ainda aqui.

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